Os pastores e a filosofia pop
Esse texto é uma resposta ao artigo da revista Ultimato na referência abaixo. Por favor, leia.
Não gosto de nenhum desses "pop stars da filosofia brasilis", mas estão bem mais preparados intelectual e culturalmente para a tarefa de dar respostas a um ser humano que sofre as pressões e lutas do cotidiano do que boa parte dos seus críticos religiosos.
A igreja está falando a língua do povo, os dialetos das tribos urbanas? Respondo que está, sim. Se olharmos para além da vertente reformada e histórica (e também para ela), veremos incontáveis comunidades evangélicas dando e fazendo sentido na vida das pessoas. Pondé, Cortela e Karnal tem o seu lugar e a sua utilidade na cultura. Podemos aprender com eles e, eles, para além das disputas infantis de "o meu pai é o mais forte" são imprescindíveis nessa "ocupação de espaços" que as igrejas ( não todas) não sabem fazer, nem sabem que precisam ou mesmo que há algo desse tipo para fazer.
Nesse mar de recifes e escombros, a filosofia nada de costas. A teologia poderia, ao menos, se agarrar em algum tronco ou objeto flutuante que sobrou do navio da alma humana, criar um sinal de perigo aos navegantes que por aqui navegam.
A resposta não está em se irritar com a filosofia que sabe nadar ou indignar-se com a história e a ciência que podem ajudar. Jonas precisa acordar de seu sono, e de dentro do grande peixe, clamar a Deus.
Referência
DULCI, Pedro. O fenômeno dos filósofos pop. Revista Ultimato, 13 out. 2020. Opinião.
Disponível em: <https://www.ultimato.com.br/conteudo/o-fenomeno-dos-filosofos-pop>. Acesso em: 17 out. 2020.
Comentários
Postar um comentário